white lotus

suas mãos quentes passeiam pelo meu corpo e arfo em seu pescoço inalando o cheiro do seu sabonete de sempre. suspiros tirados um do outro, mais uma vez, anos depois, estávamos enrolados novamente em cândidos lençóis. afligia-me a possibilidade da minha estética ser menos convidativa agora, mas como prometido, a estética não é impeditivo de nada. entrego-me como se só naquele instante aquela possibilidade tivesse se tornado real e não pudesse durar tanto tempo. o beijo, a sua boca quente, o hálito fresco, as pernas despudoradas, a língua raspando no canto do dente seguida do riso e de novo a língua, de novo o beijo. escorrega como uma serpente da ponta do meu mamilo esquerdo até o canto da minha fossa ilíaca direita, deixando um rastro arrepiado de prazer atrás de si. meu pescoço contorce e as pernas agoniadas se tensionam na expectativa do clímax até que enfim estamos unidos sem os limites entre nosso corpos. nossos gemidos preenchem o quarto genérico de um hotel genérico.

(fade out)

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