
tem um crisântemo no meu peito
ele começou a crescer o dia que eu soube da sua morte
as pétalas desabrochando enquanto rasgavam a pele
o caule fino coberto por uma fina camada de sangue despontando entre a fúrcula e o xifoide.
quando a flor se formou por completo eu arranquei de mim uma muda e deixei no canteiro da Sumaré.
não podia falar com você, mas falei com qualquer Deus que estivesse me escutando.
você faz falta, M.
e porra,
como dói.
