
[cortinas]
meu bem, não te amo mais.
mas pequenos pedaços de ti arrepiam os pelos na minha nuca.
sei que às vezes escrevo como se fosse para você, querido.
nem sempre é,
quase nunca, talvez.
quando eu me acabar quero me acabar em mim mesma, entende?
seus versos foram guardados,
nossas memórias modificadas em função cômica.
um riso é um gozo
cada gozo uma reticência
– graças a deus, porra.
(but life, you know, there are people better to keep around)
esconda-se atrás do barulho agradável do cotidiano e assistirei teus acertos cinematográficos, até que
[fim do primeiro ato]
