meus pés presos nessas correntes frias
meu peito pesado e vazio
esse nosso filme feito de filmes feito de cartas feitas de nós
a poeira queimou as paredes
é minha maldição
[mulheres selvagens não ficam melancólicas mas ultimamente eu tenho chorado como uma criança grande]
debutamos cedo demais e dessa vez o motorista não vai perguntar das lágrimas
por que você voltou?
estou no fim do meu manual de instruções está tudo manchado e velho demais
já não há mais nenhuma solução
eu sou amarela, assim como as páginas corroídas pelo tempo e pela minha falta de coragem
me perdoe quando eu digo que as vezes eu gostaria de partir
você nem imagina como são essas minhas pernas inquietas
como é procurar trocar nossos olhares na multidāo só pra fugir deles de novo
você nem imagina como eu gosto de camisas floridas e como abomino essas raizes pretas saindo da ponta das nossas cabeças
[então se apresse e não me deixe,
eu não consigo respirar
胸がはち切れそうで ]
prometemos que desviaríamos de todos esses desenfados
isso não é um jogo
contudo sinto que sempre estou perdendo, querido
e essa noite eu perdi mais uma vez
diga-me por que eu voltei e se você souber por favor escreva na sua próxima carta porque eu não consigo te deixar
porque eu não consigo me deixar
mas não ouse me manter aqui sozinha
e não se esqueça que isso também não é uma acusação
fique por aqui enquanto eu estiver
deixe-me te deixar antes de me deixar
o anfitrião não desaparece antes do fim da festa
[nenhuma palavra sua e eu iria pular desse peitoril
querido,
diga-me: não para que eu possa rastejar de volta]
eu preciso poder fugir,
você entende?
